Mulher: você faz parte de um grupo?


Por Vanessa Ventura (@beliciablog) e Biana Artico (@bianca_artico)*



Você, leitora, assim como eu, tem elementos pessoais que regem a sua história. Características sociais, culturais, econômicas, que influenciam os seus caminhos e lhe fazem se engajar ou não em certas lutas. Mas você, mulher, parte de um todo, sente-se acolhida por algum movimento? Tem laços que lhe unem a outras mulheres em busca de uma voz comum?
Se sim, parabéns: você faz parte de um grupo. Mesmo que, neste exato momento, esteja sentada sozinha, em vez de perdida numa multidão.

O que é um grupo?

Ao contrário do que costumamos pensar, um grupo não é um simples conjunto ou aglomerado de pessoas: este é definido como agrupamento, caracterizado como uma reunião de pessoas desprovida de um objetivo de ação comum. Plateias de shows, passageiros de um ônibus, pessoas aguardando o atendimento no SAC... Esses exemplos retratam pessoas que estão próximas fisicamente, mas não guardam nenhum laço entre si. Se uma delas sair, nada muda. Estão apenas agrupadas.

A palavra grupo vem do alemão Kruppa, que significa “forma arredondada”. Essa origem demonstra que o enlace é uma condição essencial do grupo: é preciso que as pessoas pertencentes a ele precisam tem uma motivação comum, que resulte numa ação conjunta. No grupo, cada participante tem importância para a realização da missão final.
Exemplos de grupos são pessoas trabalhando em uma empresa, estudantes juntos escrevendo uma pesquisa, ativistas do Movimento Sem Terra se manifestando em frente a um prédio.

Segundo Theodore Schultz, economista que estudou a “Teoria do Capital Humano”, para participarem de um grupo, as pessoas envolvidas precisam que certas necessidades sejam supridas: por exemplo, afeição, inclusão e controle.

De acordo com Marco Meda,
“Uma pessoa se sente inclusa quando percebe que é valorizada pelo grupo, bem como possui a plena sensação de aceitação dos demais. Já a necessidade de controle está baseada nas suas responsabilidades e nas dos outros, percebendo claramente o controle de todas as situações no jogo de equipe. Faz-se necessário conhecer os objetivos do grupo, as metas, a estrutura hierárquica, as regras e o funcionamento deste grupo.
Assim, o líder deve possuir a capacidade de identificar a individualidade de cada membro do seu grupo, buscando ao mesmo tempo valorizar esta pessoa e que este seja aceito pelos demais.”

Qual a importância de estar num grupo, sendo mulher?

Já ouviu aquele ditado que diz: “uma andorinha só não faz verão?”. Pois é. Para realizarmos grandes ações, precisamos da força do grupo. Especialmente se você está lutando contra algo invisível e de grande poder social, como os preconceitos. Sozinha, você não é capaz de acabar com o machismo, o racismo, a transfobia.
Unida a outras mulheres que passam pelas mesmas situações que você, por outro lado, será possível ecoar a sua voz e aumentar o impacto nas suas ações. Cada mulher pertencente ao grupo tem um talento especial que será utilizado em prol da equipe. Da mesma forma, todas têm suas redes pessoais de contatos, que disseminarão os seus objetivos e aumentarão o grupo paulatinamente. O discurso não será de apenas uma, mas de milhares. No grupo, você será fortalecida, apoiada e protegida. 

Um grupo é uma ferramenta contínua de empoderamento de suas partes.

Se, hoje, você não se sente forte o bastante para ir contra as dificuldades pessoais que permeiam a sua história, saiba que um grupo pode ser a chave que faltava para abrir a porta de novas possibilidades. Que tal descobrir hoje a sua equipe e começar o seu processo diário de empoderamento?




Exemplos de grupos femininos bacanas

Coletivo Minissaia

Se você está neste site, com certeza percebeu que o Coletivo Minissaia é um grupo. Somos um coletivo de mulheres de todos os tipos, com vivências diferentes, unidas em prol do compartilhamento de nossas histórias e do empoderamento feminino. Aprendemos umas com as outras, fortalecemos as parceiras e trabalhamos juntas para disseminar os conceitos do feminismo e mostrar que ele pode estar presente no dia a dia de todas. Um dos nossos lemas é a inclusão: estamos dispostas a abraçar todas (e todos!) que tenham interesse em um mundo de equidade e justiça. Se quiser fazer parte do nosso grupo, seja bem-vinda!

Vamos Juntas?

 O “Vamos Juntas?” foi criado por Babi Souza para unir mulheres e dar voz a relatos de assédio. Através do movimento, mulheres de todas as idades percebem que a outra mana pode ser seu maior apoio para diminuir o medo e aumentar o poder pessoal.

Think Olga

O Think Olga nasceu como um blog, mas tornou-se uma ONG em prol do empoderamento feminino que realiza diversas ações colaborativas, como a série de vídeos #PergunteAEla, em que produtoras de conteúdo feminista audiovisual podem enviar seus materiais sobre o tema.

The United State of Women

The United State of Women é uma iniciativa da Casa Branca para lutar contra as diferenças de gênero. O grupo conta com porta-vozes reconhecidas mundialmente: Meryl Streep, Kerry Washington, Dr. Jen Welter, Leah Katz-Hernandez, Amani Al-Khatahtbeh, First Lady Michelle Obama, Katie Lowes, Tina Fey, Oprah Winfrey, Connie Britton, Jessica Williams, Laverne Cox, Indra Nooyi, Dina Powell, Tory Burch, Adepero Oduye, Bellamy Young, Cecilia Munoz, Cecile Richards, Aidy Bryant, Christy Turlington, Cynthia Erivo, Valerie Jarrett, Tina Tchen, Megan Smith, Shonda Rhimes e Tracee Ellis Ross. 
Para finalizar: se você chegou até aqui, acho que já podemos nos considerar parte do mesmo grupo. Obrigada por fortalecer o nosso time. Tamo junta!

Fontes:
https://marcomeda.wordpress.com/2010/11/02/qual-a-diferenca-entre-um-grupo-e-um-agrupamento/
 https://www.significados.com.br/grupo/
Imagens:
The United State of Women
Asian Women United of MN

*Texto postado originalmente do site Coletivo Minissaia (www.coletivominissaia.com.br)
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