Família Monoparental, mas continuo sendo mãe, ok!







Bom, poderia começar a escrever este texto contando uma historinha para relembrar momentos fofos etc e tal, dizer que comi uma semente e a mesma germinou dentro da minha barriga; ou a melhor de todas, que a cegonha trouxe um lindo bebezinho e deixou na minha porta, isso no ano de 2006 no ápice dos meus 22 anos, mas vou me atentar ao assunto que eu quero mesmo.

Sou mãe de menino de 11 anos (quase 12), chamado Gustavo.
Para esta empreitada, digo logo de inicio, que eu não casei para me tornar mãe. É produção independente mesmo, tipo apenas Eu e ele; Ele e eu. Algo que tá na moda by Karina Bacchi e o seu filho Enrico.

Há alguns dias (final do mês de março para ser mais precisa), concedi uma entrevista para o jornal Correio*, cuja chamada para a reportagem era "Mulheres no Comando". Essa matéria falava sobre o aumento de mulheres que eram chefes de família na Bahia. Bacana não. No meu caso específico, fui colocada na "condição" familiar que até então desconhecia e a entrevista me ajudou e muito a conhecer e a tirar uma "titulação" que sinceramente odeio e é bem melhor que a velha e arcaica expressão MÃE SOLTEIRA: meu filho e eu somos uma família Monoparental

Bom o que isso significa "Família Monoparental": Somos apenas Ele e eu; Eu e ele nada mais. Ninguém mais para dividir a educação, gastos, dilemas, problemas... 
O que isso quer dizer na prática? Nada. Somos uma família normal. E isso é muito importante para mim.

Posso dizer que minha opção/escolha por ter um filho sem casar, não me torna menos mãe em comparação as demais mulheres que casaram com a finalidade de constituir uma família feliz, estilo comercial de margarina.
Muito pelo contrário bem. As responsabilidades são muito maiores. Sem a presença masculina, tudo fica um pouco mais pesado, puxado pra mim, imagina quando Gustavo estiver na idade de namorar? Ainda não me vejo como sogra..., falar de sexo, camisinha, ereção, ejaculação. Bom, vou me preparar para isso, pode deixar.

Bom o que eu posso dizer é que sou muito feliz por conseguir exercer esse papel. Não me sinto frustrada com relação a nada. Meu filho é uma criança bastante amada e respeitado por todos.
Agora afirmo, que eu sou apenas mãe, sem essa de achar que sou o pai dele também , alias não tenho  nenhuma pretensão de ser chamada de “pãe”, que considero horrível por sinal essa junção pai+mãe. Ou é mãe ou é apenas pai, os dois juntos não força.

Em nenhum momento quis colocar uma criança no mundo querendo tomar o lugar de ninguém. Sou a mãe dele é pronto. Acredito que a figura masculina que ele vai precisar, pode ser suprida pelos tios, amigos sem nenhum problema.

Posso dizer que Gustavo, (nome perfeito que dei pra ele), é um menino educado, estudioso, atencioso, amoroso, que respeita os mais velhos, amigo de todos, brincalhão, teimoso como qualquer criança, comilão, ou seja, uma criança normal. NORMAL. Tenho exercido com muita maestria essa função.

Sei que por ter escolhido essa opção fui muito julgada, continuo sendo julgada . Ouvi cada coisa mais absurda, do tipo que eu ficaria sozinha, que homem nenhum ia querer se aproximar de mim para um relacionamento considerado SÉRIO, que não aceitariam criar o filho de outro homem….Julgamentos esses, que criaram feridas em mim que consegui fazer cicatrizar. Foi uma escolha que fiz e não me arrependo.

Julgar uma pessoa apenas por que ela deseja ser feliz a sua maneira é de uma crueldade sem tamanho.
Não sou MÃE SOLTEIRA. Sou mãe, apenas isso. Aliás, você já ouviu alguém se referir como “mãe viúva” para aquela mulher que perdeu o seu marido? Ou “mãe divorciada”, para aquelas que passam pelo processo do divórcio? Mãe é mãe independente da situação. 

O ser humano tem a mania de querer rotular tudo o que é diferente, que sai do senso comum. Se quiser pode me referir como a Mãe do Gustavo mesmo, adoro ser chamada de mãe, é a palavra mais linda, depois do “amor”. Muito prazer viu, se assim for a minha referência para você.
Chega de hipocrisia, sinceramente! .
Vamos amar, procurar respeitar o modo de vida de cada um. O mundo já tem problemas de mais. 
Vamos amar verdadeiramente, que é isso que o mundo está precisando.

O resto é o resto. E pode deixar, que estou cuidando muito bem do meu filho sozinha.

Beijos pessoas!

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