Personificando os sentimentos. Obrigada Divertida Mente!!!!







Como seria perfeito ver os nossos sentimentos materializados, como no desenho Divertida Mente. Já imaginou? Bater um papo reto e direto com cada um deles, poder senti-los. Bom, na minha humilde opinião não vejo nenhum problema nisso, mas como tudo na vida, isso é humanamente impossível. 
Personificar sentimentos é um jogo muito perigoso e como o ser humano é totalmente cheio de falhas, ter algo tão “tocável”, pode trazer riscos para alguns. Nem todo mundo estaria "preparadxs" para esse embate.

Divertida Mente é uma produção da Disney/Pixar. Não me atentarei ao enredo do desenho, pois o texto não se refere a realizar comentários nesse sentido, quero apenas fazer alusão ao contexto da minha vida pessoal. Sempre que posso, assisto esse desenho, por que ele personifica tudo o que sinto e vivo.

Sempre que posso, assisto esse desenho, por que ele personifica tudo o que sinto ou senti na minha jornada. Fico pensando é tão ruim quando saímos da nossa zona de conforto. Quando deixamos a nossa história para trás, quando tudo não passa de uma lembrança que aos poucos corre o risco de desaparecer.

Me vi nessa situação quando "do nada", passei por uma mudança drástica, acabei por sair da minha casa, pois minha família passava por problemas financeiros e foi necessário este "corte". É muito engraçado a coincidência com o filme pois eu tinha a mesma idade da personagem a única diferença é que não domino o inglês e nem jogo hockey.

Antes de entender esse processo me senti traída, por que deixei meu cantinho. Como uma perfeita taurina, detesto mudanças, não gosto de sair da minha zona de conforto e demoro para assumir qualquer tipo decisão, sendo mesmo capaz de criar as mais variadas desculpas para não ter que passar por isso. Seja qual for o caminho tomado penso, repenso, julgo, sofro, caiu, levanto, teimo, oro, acendo aquele incenso e só depois de passar por tudo isso dou o veredicto.

Esse filme me fez entender o motivo no qual, quando criança quase adolescente, guardei sentimentos, silenciei o gritar. Preferi fazer o oposto: destruir as "ilhas" que foram construídas. Não achar a alegria nesse momento foi a saída e durante esse período reinou a tristeza, o medo, a raiva, a solidão, o silêncio. Vivi o meu período de Inquisição particular, onde julgava que eu era uma das responsáveis por essa transição, e por isso precisava pagar de alguma forma afinal eram 5 bocas para serem sustentadas. Como eu estava enganada...

O que aconteceu quando criança refletiu na minha vida adulta. De tantos anos isoladas no meu mundo particular, bloquei sentimentos, endureci o maxilar para não sorrir mais me tornando assim um coração de gelo. Demorei para assumir isso. Permitir que as decisões de adultos mudassem a minha vida de criança. Adulteci literalmente!!! 
Mais em algum momento, somos cobradxs de alguma forma. Seja através de ações até mesmo pessoas. Durante essa cobrança, muitos anjos de luz, anjos da guarda me mostraram que tudo tem um porquê, um motivo para acontecer. Graças as essas intervenções passei a enxergar que nada foi culpa minha, muito menos poderia me sentir responsável pelas decisões dos meus pais, ora era apenas uma criança de 11 anos.

Finalizado esse momento, vi que estava enganada e necessitava resgatar e (re) construir minhas ilhas antigas para assim construir uma nova versão de mim. Eita que o trabalho é árduo, lento e demorado viu!

Até então fazer esse exercício doía, pois me sentia sozinha como a #Rily. Lembrar das coisas do passado, trazia tanta angustia, que era um tormento, era como se a vida tivesse perdido a cor, ficava sem graça. Pensava comigo mesma: "como é difícil entender que essas mudanças ocorrem, precisa ocorrer para qualquer pessoa, independente do contexto de vida ou interesse". Mudar é bom, sempre traz o sentimento de renovação, cria expectativa, acaba por motivar mais. Ps. (Ainda tenho aversão a mudança tá, mais acabo por ver a consequência positiva depois de adulta).

Mais fica aqui um desejo particular: queria que as escolhas dos adultos não interferissem tanto na vida das crianças, sério mesmo. Mas, não tem jeito gente, vai acontecer. Aconteceu comigo, e pode acontecer com qualquer um. A vida segue seu curso e isso é fundamental. Como humana não estamos livres disso.

No momento que escrevia esse primeiro post de 2020, os sentimentos acabam por tomar conta de mim. Hoje estou empolgada com este novo ano. Um misto de alegria, euforia e expectativa toma conta da minha mente. Por enquanto ainda estou no processo de renovação, recomeço. 

O ano é bissexto (29 de fevereiro está ai), logo temos 366 dias (tirando os 3 dias que já passou do ano, restam 363 dias para que esses sentimentos possam aflorar), claro que em doses de exagero quando se tratar da Alegria, poucos momentos de Raiva hein? Olha o coração! Que o Medo não te paralise diante das circunstancias da vida, que você possa experimentar altos sabores, sem colocar o Nojinho para jogo, que possa lembrar do Bing Bong, aquele seu "amigo imaginário" que sempre esteve com você em todos os momentos que precisou e assim se divertir mais. Meus queridxs, a vida tem seus momentos de altos e baixos e precisamos aproveitá-la, pois não sabemos o dia de amanhã. Mesmo assim, se a Tristeza vier, não se preocupe. Aproveite esta experiência para se permitir chorar, se resguardar, e acredite, chorar faz parte da sua essência

Espero muito que em 2020, as minhas memórias afetivas sejam ativadas para que assim eu consiga conquistar o mundo que está logo ali a minha espera.

Isso que eu desejo para mim e para todxs!!!
Um Beijo pessoas. Feliz Ano Novo.


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